Por razões desconhecidas, me deparo a olhar o mar, e nesse pequeno segredo silencioso me apercebo de estar para ao vazio do pensar a admirar o movimento das ondas e o infinito som do ar.
Nem sempre tão calmo, nem sempre silencioso, nem sempre tão azul.
Mas porque parar em frente ao mar me esvazia tanto assim?
Será o balanço das ondas que no seu vai e vem segue seu perfeito ciclo? Ou seu som hipnotizador que acalenta meus sentimentos mais sombrios?
Como haverei de saber?
Mas sinto que algo se esvazia ao admirá-lo e ver que nele esvazio meus sentimentos em um breve espaço de olhar , que parece no seu movimento levar, o que de mal em mim há, esvaziando algo que não se vê nem com o olhar.
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